• Isabela Moreira

Fala dos líderes mundiais que citaram o OCEANO na cúpula do clima

Atualizado: Mai 3

O Dia da Terra AZUL de 2021 foi marcado também pelo início da Cúpula dos Líderes sobre o Clima, realizada virtualmente com 40 líderes mundiais.

E sabe o que preparamos aqui? Uma lista com o destaque dos discursos que trouxeram o Oceano e sua relação para a pauta.


Usando de referencia o G1 e CNN sobre a cobertura do evento, separamos trechos sobre isso.



· A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, começou seu discurso dizendo que estava feliz ao ver que os EUA estão de volta. "O mundo precisa da sua contribuição". Seu país duplicou seu financiamento á economia sustentável, a própria afirma que pretende ter 55% menos emissões até 2030, e que o país dará sua contribuição. A Alemanha e outros países da Europa usam como parâmetro as emissões do ano de 1990, onde o carvão sempre foi a fonte de energia primordial e conseguiu em 2020 produzir 46% de sua energia elétrica a partir de fontes renováveis. O objetivo é a produção de 46% de eletricidade renováveis e aumentar gradativamente. Ainda assim destacou o comprometimento da União Europeia com a emissão zero carbono até 2050, atendendo o objetivo do ACORDO DE PARIS.

Merkel ressaltou que aumentará em US$4 bilhões (R$22 bilhões) seu financiamento para países em desenvolvimento investirem em políticas ambientais e esse aumento deve ocorrer até o fim de 2022.


· Emmanuel Macron quer colocar um preço na emissão do carbono, diz que “é preciso incluir os custos ambientais no comércio de bens e serviços e que sem isso não haverá uma transição para uma economia verde. Agir para o clima significa regulamentação a nível internacional”. Ele acredita que sem a definição de um preço, não haverá transição e acrescenta que “É necessário agir o mais rápido possível e implementar os compromissos para 2030. Um plano de ação que seja claro, mensurável e verificável. Basicamente, 2030 é o novo 2050”, exige que essa regulamentação seja a nível mundial.


· Ursula von der Leven, presidente da comissão da União Europeia, disse que o bloco pretende ser líder no combate a mudança climática, mas que todas os países precisam agir de maneira conjunta para alcançar a meta de emissão zero em 2050 e ainda lança um plano econômico verde com o objetivo de diminuir as emissões em 55% até 2030, declarou que, "A ciência nos diz que ainda não é tarde, mas devemos nos apressar. E é isso que a Europa está fazendo", tendo como objetivo serem os líderes no combate a mudança climática e utilizará isso como motor para a recuperação da economia global.


· No mês passado o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman anunciou a iniciativa verde da Arábia Saudita e a Iniciativa Verde do Oriente Médio se adiantando a Cúpula da Mudança Climática. “Como um produtor líder global de petróleo, temos plena consciência de nossa parcela de responsabilidade em avançar na luta contra a crise climática e que, como nosso papel pioneiro na estabilização dos mercados de energia durante a era do petróleo e do gás, agiremos para liderar a próxima era verde”, disse o príncipe em seu anuncio, com o objetivo de reduzir as emissões de carbono na região e em mais de 10% das contribuições globais, o Rei da Arábia Saudita, Salman Bin Abdulaziz Al-Saud reforçou o discurso de seu filho e ainda diz sobre o lançamento de um pacote estratégico e regulamentação como estratégia ambiental nacional com o objetivo de produzir 50% das necessidades energéticas do reino até 2030 de forma renováveis limpas.


· O Presidente indonésio, Joko Widodo anunciou um plano que coloca o país no caminho da neutralidade do carbono até 2070, o que gerou grande comoção e descontentamento em parte da sociedade civil por ter um prazo muito grande de atuação. O país tem forte dependência do carvão na matriz energética do país. Segundo o Ministro do Meio Ambiente e Florestas Siti Nurbaya Bakar o plano oferece três cenários para reduzir as emissões, o mais ambicioso dos quais verá o pico das emissões em 2030 antes de cair para zero líquido em 2070.


Guterres afirma que 2021 deve ser o ano de reconciliação entre humanidade e natureza. Segundo ele, o uso atual de recursos requer quase dois planetas, mas só existe um. Para ele, “agora, a natureza está contra-atacando.” E ressalta a importância de uma agenda global para emissão zero de carbono.



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