Das Cartas ao Oceano: Como o Brincar Pode Inspirar a Próxima Geração de Cientistas Marinhas
- Natalia Grilli
- 15false07 GMT+0000 (Coordinated Universal Time)
- 2 min de leitura
O brincar é muito mais do que diversão: ele é um elemento cultural essencial para a construção da nossa identidade social. Diante de um cenário histórico de sub-representação feminina e de estereótipos de gênero que ainda afastam as meninas das carreiras científicas, surge uma pergunta: como mudar essa narrativa utilizando brincadeiras?
Uma das respostas está em aliar o lúdico à educação. É com esse propósito que o projeto "Ciência é Substantivo Feminino", desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) - Campus Blumenau, apresenta o jogo “Mulheres Cientistas: no Mar”. Inspirado no tradicional "Jogo do Mico", o objetivo central é divulgar os feitos científicos de mulheres ativas na cultura oceânica. O jogo dá visibilidade a 23 pesquisadoras, buscando incentivar a representatividade e despertar o interesse científico de jovens estudantes desde a educação básica. Afinal, quando uma menina se vê refletida em uma cientista do mar, o seu horizonte de possibilidades se expande.

Lançado em outubro de 2025, até o momento, o projeto já atingiu mais de 700 adolescentes e adultos em Santa Catarina, por meio de oficinas de divulgação científica em escolas da região e espaços não formais de educação, como no Projeto Tamar.
E para garantir que essa mensagem navegue para todos e não deixe ninguém para trás, o baralho foi produzido em português e inglês, possui uma versão com relevo em Braille e ainda conta com suporte em Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS.
Quer conhecer mais ou levar essa ideia para a sua comunidade? Confira mais detalhes no site do projeto: https://mulherescientistas.ufsc.br/
Conheça as autoras:

Profa. Selene S. S. Soares (Coordenadora): Economista, mestre e doutora em Engenharia de Produção. Atua no Departamento de Engenharia Têxtil com foco em jogos analógicos, letramento em sustentabilidade e divulgação científica.
Profa. Louise Reips: Graduada e doutora em Matemática, mestre em Engenharia Mecânica. Bolsista do IMPA, pesquisa o protagonismo feminino nas ciências exatas.
Profa. Graziela Piccoli Richetti: Química, mestre e doutora em Educação Científica e Tecnológica. Atua na área de Ensino de Química, focando em alfabetização científica e na relação Ciência, Tecnologia e Sociedade.
Profa. Fabiana Schmitt Corrêa: Graduada em Pedagogia e Letras LIBRAS, especialista em Educação Especial e mestre em Linguística. Dedica-se a projetos de educação inclusiva.
Maria Eduarda Pinheiro: Graduada, mestra e doutora em Matemática. Pesquisadora CNPq na UFSC, atua com Otimização aplicada a Aprendizagem de Máquina, divulgação científica e mulheres na ciência.
Aline Vanessa Poltronieri Gessner: Bacharel e especialista em Libras. Tradutora-Intérprete da UFSC Blumenau, responsável pelo apoio à acessibilidade do projeto.
Aline Lustoza de Paula Vieira: Graduada em História e Letras Libras. Tradutora-Intérprete da UFSC Blumenau, responsável pelo apoio à acessibilidade do projeto.
Vitória Moraes de Souza: Graduanda em Engenharia Têxtil e bolsista. Atuou na produção de artes, diagramação de sites e condução de oficinas.
Ester Siqueira Soares: Estudante do ensino médio. Responsável pela identidade visual do projeto e pelo design gráfico dos jogos Mulheres Cientistas e Mulheres Cientistas no MAR.



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