• Isabela Moreira

Newsletter Agosto


Como não poderia deixar de ser, esse mês a newsletter da Liga vem recheada de conteúdos sobre as Olimpíadas de Tóquio - onde assistimos a mulheres incríveis nos emocionarem e entrarem para a história nacional, na água, nas quadras e no ar - e a relação dos jogos com temas como sustentabilidade e equidade de gênero. Além disso, trazemos também um papo entre biólogas muito queridas e falamos sobre o desafio da Década do Oceano: Economia Azul. VEM COM A GENTE!

  • Por meio do programa Liga Acolhe, a Liga vai promover ​​atendimentos semanais gratuitos com 2 psicólogas voluntárias, dispostas a fazer dinâmicas que possam ajudar a trazer bem-estar e acolhimento em tempos incertos para as participantes da nossa rede. Se você tem interesse em participar, se inscreva aqui.

  • O IPCC publicou o seu Sexto Relatório sobre o Clima, trazendo dados muito preocupantes sobre o presente e futuro do nosso planeta. Para entender e avaliar os dados trazidos pelo painel, a Liga fez uma live com mulheres especialistas. Você pode conferir como foi aqui.

  • A Liga foi convidada para uma conversa muito especial sobre arte e oceano com a cantora e compositora Mariana Furquim, em seu projeto "Mergulho com Mariana". Quem representou a Liga foi a documentarista Lygia Barbosa. Confira aqui como foi esse papo.


O LEGADO DA OLIMPÍADA MAIS SUSTENTÁVEL DE TODOS OS TEMPOS

Para além da excelência esportiva, a Olimpíada de Tóquio realizou uma grande demonstração de sustentabilidade ao mundo. Dos dormitórios à tocha olímpica. Do transporte às medalhas. Cada detalhe foi pensado para diminuir o impacto ambiental do evento, mostrando que com criatividade, tecnologia, investimento e colaboração é possível diminuir nossa pegada no planeta. Veja aqui as principais medidas adotadas pelo Comitê Olímpico que fizeram de Tóquio a Olimpíada mais sustentável da história.




BIÓLOGAS DE PLANTÃO Esse mês, o Papo com a Liga é com as biólogas Cynthia Ranieri, do Instituto Albatroz, Laura Ippolito, do Instituto Mar e Carla Beatriz, do Instituto Argonauta. Acesse aqui para conferir essa conversa sobre conservação ambiental, zoologia, e toda diversidade que a biologia nos oferece!

Ainda em clima de Olimpíadas, convidamos a atleta e conselheira da Liga, Roberta Borsari, para contar sobre a sua perspectiva dos jogos de Tóquio e a luta por respeito e igualdade de gênero no esporte. Roberta lembra que ainda há muito sexismo e abusos que não cabem mais, como o episódio que deu o que falar das atletas norueguesas que foram multadas pela federação de handebol por não quererem utilizar biquínis como uniformes de jogo durante o campeonato europeu, em julho deste ano. Confira o texto completo no blog da Liga.


Roberta Borsari é aventureira com mais de 20 anos de experiência em esportes a remo e idealizadora do projeto SUPtravessias. Com perfil desbravador, está entre as pioneiras no Brasil em modalidades como rafting, canoa havaiana, corredeiras, kayaksurf e SUP. Sua carreira é composta por títulos, expedições, palestras, artigos e feitos nacionais e internacionais. Como amante e protetora do oceano, faz parte do conselho da Liga das Mulheres pelo Oceano.

Esse mês vamos falar sobre o desafio: Economia Azul

A UNESCO define este desafio como a forma de gerar conhecimento, apoiar a inovação e desenvolver soluções para o desenvolvimento equitativo e sustentável da economia oceânica em condições ambientais, sociais e climáticas em constante alteração.

Para conversar sobre este tema, trouxemos a Tatiana Zanardi. Ela é formada em tecnologia da informação e foi fisgada pelo mundo marinho na primeira vez que mergulhou em 1992. De lá pra cá foi se aproximando cada vez mais do mar, a ponto de, em 2011, sair do emprego e da casa em São Paulo para morar num barco! O que parecia loucura para muita gente, para ela foi simples, foi só "trocar a vida terráquea pela vida embarcada", como ela mesma diz na entrevista no blog da Liga.



Tatiana tem realizado trabalhos incríveis, ela é documentarista subaquática e co-fundadora do Projeto Oceano Vivo. Devido aos trabalhos que tem realizado, Tatiana é diretora do comitê de Economia Circular e Azul da Climate Smart Institute.

Um de seus objetivos é mostrar a conexão entre o ambiente terrestre e marinho, através de uma perspectiva sistêmica. Para ela, na Economia Azul "temos que ter muito cuidado quando falamos do oceano como uma fonte de riquezas a serem exploradas [...] devemos olhar para o oceano como uma vida para o planeta [...] e olhar para a terra, e ver quais as consequências que os nossos atos tem no mar", diz Tatiana.

Clicando aqui você vai ver todos os detalhes da nossa conversa. Você ainda vai descobrir quais são os desafios para ter soluções sustentáveis. E ao final, temos certeza que você sairá inspirada em conhecer mais sobre esta mulher e sobre o que ela tem feito para uma Economia Azul.



Inspiradas pelo relatório do IPCC, esse mês recomendamos o documentário Rompendo Barreiras: nosso planeta (em inglês: Breaking Boundaries: the science of our planet). Ele conta a história da maior descoberta científica do nosso tempo: que a humanidade avançou sobre os limites que mantiveram a Terra estável nos últimos 10 mil anos. Disponível no Netflix.


Uma das novidades trazidas pelas Olimpíadas de Tóquio foram as modalidades mistas em 7 competições esportivas, como o revezamento de natação e atletismo. Neste TED TALK, a atleta transgênero estadunidense Jenna Weiner conta sobre a sua trajetória de luta por inclusividade de gênero no mundo esportivo e como isso pode ser benéfico não apenas aos atletas como para a cultura do esporte como um todo.


A homenagem desta edição vai para a nadadora brasileira e pioneira Maria Lenk (1915-2007). Nas Olimpíadas de Los Angeles (1932), aos 17 anos de idade, Maria Lenk foi não apenas a primeira mulher brasileira (e única em uma delegação de 45 homens), mas também a primeira mulher sul-americana a participar de uma Olimpíada.

Dizem que tudo começou com uma pneumonia, aos 7 anos, quando seus pais pensaram que natação poderia fazer bem a ela. Por falta de piscinas, começou a nadar no rio Tietê.

Maria participou ainda das Olimpíadas de Berlim (1936), sendo a primeira mulher a utilizar o nado borboleta. Aos 25 anos, em 1939, Maria foi a primeira atleta brasileira a quebrar recordes mundiais na natação, nos 200m e 400m no nado peito.

Pensa que essa fera parou por aí? Ao terminar sua carreira como nadadora profissional, aos 27 anos, ajudou a fundar a Escola Nacional de Educação Física da Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro), na qual foi professora e a primeira diretora mulher. Em 1962 foi instituído o Troféu Maria Lenk, conhecido como o Campeonato Brasileiro Absoluto de Verão ou Campeonato Brasileiro Absoluto de Piscina Longa (50m). É um dos eventos mais notáveis em âmbito nacional. Maria também foi a única nadadora brasileira a entrar para o Hall da Fama da Natação, da Federação Internacional de Natação, 1988.

Maria Lenk continuou nadando e participou de competições Master de natação, nas quais ganhou diversas medalhas, como o ouro recebido em 2000, na categoria de 85 a 90 anos.

Aos 92 anos, em 2007, Maria faleceu após sofrer uma parada cardíaca na piscina do Flamengo. Uma grande inspiração ao esporte feminino!




SE EU FOSSE UM ANIMAL MARINHO EU SERIA…

"Algas marinhas, pra ficar boiando de boa e ainda ajudar o planeta."

Danielle Almeida de Carvalho



Esta newsletter é feita com muito carinho por diversas mulheres da Liga das Mulheres pelo Oceano Coordenação: Natalia Grilli Equipe editorial: Natalia Grilli, Bárbara Veiga, Carolina Costa, Jana Oliveira, Tayla Sanchez e Elisa Mello Revisão: Paulina Chamorro, Mariana Andrade e Marina Corrêa Design: Bruna Daibert

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