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O legado da Olimpíada mais sustentável de todos os tempos

São muitas faces da sustentabilidade e encontrar respostas para endereçar cada uma delas é um desafio e um legado imensurável para as futuras gerações.


E é isso que os Jogos Olímpicos de Tóquio estão tratando de fazer. O Japão das tradições milenares e da tecnologia vem mostrando ao mundo que é possível, sim, promover atitudes sustentáveis em qualquer lugar e a qualquer momento, mesmo no maior evento esportivo do mundo e em meio a uma pandemia. A começar pela questão da igualdade de gênero. Em Tóquio, quase 49% dos competidores são mulheres e, pela primeira vez na história, um atleta de cada gênero representa seu país. O recado para o mundo fica claro: o equilíbrio de gênero é uma necessidade e realidade de ser atingido. Segundo o Comitê Olímpico Internacional (COI), os esforços para equilibrar os participantes vêm sendo feitos há anos em parceria com as Federações Internacionais, em programas de incentivo da participação feminina em mais categorias. O objetivo é atingir a igualdade total nos Jogos Olímpicos de Paris, que devem ocorrer em 2024.


Estas são também as olimpíadas mais ecológicas de todos os tempos. A começar pelas coisas mais básicas e simples, como a cama dos atletas, feitas de papelão e que, posteriormente, serão recicladas. Na vila olímpica, os alojamentos, os ginásios e até a tocha, cujo design é inspirado em uma flor de cerejeira, são alimentados por energia limpa. A tocha foi produzida a partir do alumínio que construiu os abrigos provisórios que acolheram os milhares de japoneses vítimas do tsunami e do terremoto de 2011.


Para a locomoção durante os Jogos, foram usados 500 veículos, entre ônibus e micro-ônibus, abastecidos de hidrogênio. O objetivo é alcançar 100% de energia renovável, sem poluição alguma para o meio ambiente. Existe melhor legado que este?


E, claro, não se pode esquecer de destacar as medalhas e os pódios. Este último, feito de plástico recolhido dos mares e das residências japonesas. Já as medalhas, foram inteiras fabricadas de material reutilizado. Por dois anos, o Japão recolheu 79 mil toneladas de aparelhos eletrônicos. Entre abril de 2017 e março de 2019, foram coletados mais de 6,21 milhões de celulares, laptops e câmeras digitais, entre 1.621 municípios do país. As medalhas de ouro são feitas com 550g de prata reciclada coberta por 6g de ouro, também reciclado. Já a medalha de prata é feita com os mesmos 550g do material, enquanto a de bronze leva 450g de bronze vermelho. São 32 toneladas de ouro e milhares de toneladas de prata e cobre utilizados na produção de 5 mil medalhas. Muitas delas estão enfeitando os pescoços de muitos atletas brasileiros. Aproveitamos para deixar aqui nossa imensa admiração por cada um deles e, em especial, às meninas e mulheres brasileiras que brilharam nessa olimpíada: 9 das 21 medalhas do Brasil foram ganhas por mulheres, sendo 3 de ouro, das 7 totais.


Em termos de sustentabilidade, medalha de ouro para Tóquio!


Texto por: Elisa Mello

Foto de capa: Shinnosuke Ando pelo Unsplash


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